terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fácies

Fácies e utilizações

Termo geral para indicar o aspecto da rocha e, assim, caracterizar um tipo ou grupo de rochas em estudo. Sendo utilizado para:

- Caracterização de um tipo de rocha ou de uma associação de rochas, considerando qualquer aspecto genético, composicional, químico ou mineralógico, morfológico, estrutural ou textural distintivo para fins de referência num estudo geológico;
- tambem é usado para dar conotação ao tipo de ambiente onde se forma, onde se formou ou se transformou a rocha: fácies pelágicos; fácies vulcânicos; fácies metamórficos; fácies lacustrinos;
- Outros usos: vários fácies metamórficos (xisto verde, anfibolito, granulito, etc..) para caracterizar o metamorfismo; vários fácies sedimentares (fluvial, lacustrino, marinho, etc..) para caracterizar o ambiente de sedimentação; biofácies - indica aspecto biológico/fossilífero característico de um sedimento podendo, de acordo com o caso, marcar um nível cronoestratigráfico bem definido ou não.


Relacionando com o termo, fácies, temos a Lei de Walther

é o princípio de que as fácies que ocorrem em sucessões verticais concordantes também ocorrem em ambientes lateralmente adjacentes, isto é, numa sucessão vertical, uma passagem gradual entre duas fácies sugere que elas estão associadas, tendo sido geradas em ambientes de deposição lateralmente contíguos, ao passo que, um contacto abrupto ou erosivo pode indicar intervalos de não deposição ou mudanças significativas no ambiente de deposição.


exemplo da Lei de Walther



Sendo através do conhecimento de fácies, e dos termos da lei de Walther, que é possivel definir sequências de fácies. Isto é, é possivel conhecer os ambientes e as transformações ocorridas na crosta terrestre no passado geológico.


Bibliografia:

domingo, 19 de outubro de 2008

Processo Sedimentar

Como os outros dois reinos naturais, o animal e o vegetal, também o mineral está formado por corpos que se transformam. A crosta terrestre e parte do manto estão em constante mudança. As rochas que os constituem surgem com aspectos diferentes em épocas distintas, constituindo as diversas fases do denominado ciclo das rochas. Nesse processo, as rochas, junto com os minerais, são redistribuídas no interior do planeta e sobre sua superfície. No ciclo das rochas se distinguem três processos formadores de rochas: o magmático, o sedimentar e o metamórfico.


Processo Sedimentar

As rochas sedimentares derivam da consolidação de materiais incoerentes, originados por acumulação mecânica de fragmentos (sedimentos detríticos ou clásticos), pela precipitação química de dissoluções (sedimentos químicos) ou por atividade de organismos que fixam os sais aquáticos (sedimentos orgânicos).

O processo sedimentar inclui quatro fases: alteração, transporte, sedimentação e litificação. Os primeiros constituem o ciclo da erosão.


O material rochoso original altera-se (meteoriza-se) por meio de agentes atmosféricos e de organismos vivos (animais e vegetais). Sobre o mesmo forma-se um solo que também é constituido por restos orgânicos e é arrastado pela água da chuva ou transportado, de forma parcial, pelo vento.


O transporte pode ser realizado por diversos agentes como a água líquida ou glacial, o vento, a gravidade e os organismos vivos. Geralmente produz-se uma seleção do material, de acordo com as dimensões e o peso específico dos fragmentos rochosos e minerais. Os menores e mais leves poderão ser transportados mais longe que os grossos e pesados. A característica da rocha também pode influir. Uma rocha pouco compacta e solúvel, por exemplo, desagregar-se-á com mais facilidade que outra compacta e pouco solúvel, de forma que a primeira pode ser transportada para lugares mais distantes.


A terceira etapa do processo sedimentar consiste na acumulação do material erodido e transportado, o que pode acontecer num ambiente continental ou marinho. São sedimentos continentais as terras das encostas, as areias eólicas de zonas desérticas, os seixos, as areias fluviais, as lamas (sedimentos constituídos por partículas muito finas) e as argilas lacustres.


A fase final de todos os processos sedimentares é o de litificação, ou seja, a transformação de um sedimento incoerente numa rocha coerente. Isso pode ocorrer tanto por simples compactação como também por precipitação química de uma substância (denominada cimento) que liga ou cimenta os grãos detríticos. Essa fase complementa-se com a diagénese, uma recristalização parcial de alguns minerais, devido à pressão dos sedimentos sobrejacentes e à dissolução e transporte de alguns elementos feitos pela água circulante. Este processo geralmente leva à formação de rochas de composição bem particular (as dolomitas, por exemplo).

Ciclo Sedimentar

Bibliografia:

- http://fossil.uc.pt/imags/Ciclo%20sedimentar.jpg

- http://www.geocities.com/paulac_onofre/page13.htm

domingo, 12 de outubro de 2008

Unidades Bioestratigráficas

Unidades Estratigráficas, sao constituidaas por diversas sub-unidades:
- Unidades Litostratigráficas;
- Unidades Litodémicas;
- Unidades Aloestratigráficas;
- Unidades Pedoestratigráfica;
- Unidades Magnoestratigráficas.
- Unidades Bioestratigráficas.



Neste post abordar-se-á apenas as Unidades Bioestratigráficas.



Unidades Bioestratigráficas são definidas por um conjunto de camadas que contém tipos específicos de fósseis, preferencialmente contemporâneos à acumulação.
E dividem-se em:
- Acrozona;
- Zona de extensão vertical;
. simples
. concomitante
- Zona de Oppel
- Filozona;
- Zona de Acme;
- Zona de Intervalo.




Acrozona é uma subdivisão biostratigráfica que se utiliza para se referir à zona de duração de um táxon.


Zona de extensão vertical corresponde ao aos limites de uma zona de amplitude que correspondem ás ocorrências estratigráficas mais inferior e mais superior de um determinado táxon.

Zona de Oppel é um tipo de biozona que constitui um caso especial de zona de associação. É definida pelo primeiro ou último aparecimento de um determinado táxon associado a um táxon adicional.

Filozona é o conjunto de estractos que representa o intervalo de tempo que corresponde a um segmento de linhagem evolutiva. As filozonas são o meio mais confiável de correlação bioestratigráfica, uma vez que os seus limites são muito próximos dos limites das unidades cronoestratigráficas.

Zona de Acme é definida pelo conjunto de estratos nos quais abundância de um táxon particular é significativamente maior do que ao longo da secção. Frequentemente têm aplicação local e está mais associada a factores ambientais, o que não implica que não representa um marco temporal. Os limites de uma zona de acme ou abundância correspondem aos biohorizontes ao longo dos quais é verificada uma grande variação na abundância um ou mais táxons que caracterizam a zona.

Zona de intervalo, conjuntos de estratos entre dois biohorizontes especificados. Este tipo de zona é definido e identificado com base nos seus biohorizontes limitantes, isto é, a primeira e última ocorrência consecutivas de um dado táxon.

Bibliografia:

- http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap2/2.22.gif

- Zerfass, Geise; Andrade, Edilma; http://209.85.135.104/search?q=cache:B7BSqeS_P5wJ:www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v3n1/TD3_foraminiferso%2520e%2520bioestratigrafia.pdf+biohorizonte+defini%C3%A7ao&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt; Pag. 6 a 9.